O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), voltou a afirmar na última sexta-feira, 16, que a vacinação contra a covid-19 no estado será obrigatória. Durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, Doria disse que em caso de necessidade usaria a força da lei para fazer com que a vacina fosse aplicada em toda a população de São Paulo.

“Já garanti que aqui os 45 milhões de brasileiros de São Paulo serão vacinados e a vacinação será obrigatória, exceto se o cidadão tiver uma orientação médica e um atestado médico que não pode tomar a vacina. E adotaremos as medidas legais se houver alguma contrariedade nesse sentido”, disse Doria.

Horas depois, o presidente Jair Bolsonaro, rebateu, por meio das redes sociais, o argumento e disse que a decisão cabe ao Ministério da Saúde e que o governo federal vai optar pela não obrigatoriedade. Citou ainda trechos de legislações sobre o tema.

“O Ministério da Saúde irá oferecer a vacinação, de forma segura, sem açodamento, no momento oportuno, após comprovação científica e validada pela Anvisa, contudo, sem impor ou tornar a vacinação obrigatória”, disse Bolsonaro na postagem.

Doria dá ultimato ao Ministério da Saúde

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que o próximo dia 21 é a data-limite para a definição de como será feita a aplicação da vacina Coronavac, contra o coronavírus em desenvolvimento pelo Instituto Butantan.

Nesta data, Doria tem reunião prevista com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, a fim de decidir se o governo federal fará a aquisição, distribuição e aplicação do imunizante pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“O que São Paulo deseja é compartilhar a vacina brasileira do Butantan juntamente com o laboratório Sinovac para que outros estados brasileiros possam também vacinar seus habitantes. São Paulo vai vacinar, já garanti que aqui os 45 milhões de brasileiros serão vacinados”, disse o governador.

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