De acordo com coordenador do Cicom em Feira de Santana, os casos de violência doméstica ocupam a segunda posição no número de atendimentos feitos pelo órgão.

Os registros de violência doméstica feitos no Centro Integrado de Comunicação (Cicom) que atende Feira de Santana e outras 16 cidades da região aumentaram mais de 100%, de 2017 para 2019. Segundo o órgão, muitas vezes o agressor é o próprio parceiro ou ex-parceiro da vítima.

Em uma ligação de pedido de socorro, uma mulher conta que já foi espancada pelo companheiro e que ele está ameaçando matar ela.

“Eu estou sendo ameaçada pelo homem que mora dentro de casa comigo. Ele já me espancou, me bateu, e está aqui querendo arrombar a porta, dizendo que vai me matar. Dizendo que se eu não tirar as coisas de dentro de casa 6h da manhã, ele vai me matar. Está chutando a porta aqui”.

Em outra ligação, a vítima diz que foi agredida e que está sendo ameaçada de morte pelo pai da filha dela.

“O pai da minha filha quer me matar, porque eu dei queixa para ele dar pensão à minha filha. E ele está aqui todo valentão, querendo me bater. Ele já me bateu tanto. Ele chegou e falou que ia me matar, porque eu dei queixa para ele pagar pensão para minha filha”, diz a mulher na gravação.

capitão Rosuilson Cardoso, coordenador do Cicom em Feira de Santana — Foto: Reprodução/TV Subaé
capitão Rosuilson Cardoso, coordenador do Cicom em Feira de Santana — Foto: Reprodução/TV Subaé

De acordo com o capitão Rosuilson Cardoso, coordenador do Cicom em Feira de Santana, os casos de violência doméstica ocupam a segunda posição no número de atendimentos feitos pelo órgão.

“Em razão disso, a gente se dedicou a fazer a análise, que é preliminar, mas que identifica esse crescimento desse tipo de notificação e também atendimento por parte do Cicom. Violência doméstica é um caso muito complexo, envolve vários fatores. Mas um dos principais, que nos impacta diretamente, é a dificuldade de muitas vezes as vítimas nos relatar o ponto exato, o endereço que facilite a chegada da viatura no local”, diz o capitão.

Em 2019, foram 6.581 registros, enquanto em 2018 o número foi de 4.662, um aumento de 41%. Já em 2017, foram registrados pelo Cicom 3.183 casos o que, se comparado com os dados de 2019, dá um aumento de mais de 100%.

A polícia destaca que, para conseguir atuar com eficiência, precisa contar com a ajuda da vítima e da sociedade, fornecendo as informações corretas e prestando queixa.

“A gente ressalta a importância da denúncia, seja da vítima, seja de alguém que esteja presenciando, para que o Estado possa garantir a segurança dessa mulher, sobretudo através das medidas protetivas”, afirma a soldado Jamile Serra, integrante do setor de apoio operacional do Cicom.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here